23.3.20

O lado positivo

Se tem um lado positivo nessa história toda de quarentena, é que finalmente posso perder meu tempo fazendo nada ou fazendo inutilidades, sem pensar que o fim de semana passa muito rápido.

Não quero pensar muito em como vai ser dia 2 de abril (se vamos realmente retornar às atividades por aqui) porque essa confusão toda já me rendeu boas crises de ansiedade, com direito a dificuldade pra respirar e tudo o mais. Uma coisa que eu sempre disse ao meu marido é que o medo é irracional (ele diz que não preciso ficar assim) e nunca tive tanta prova de que é verdade.

Tenho aproveitado o tempo em casa para:

  1. Cuidar da minha casa. Todo dia tem faxina!
  2. Ficar mais tempo com os meus bebês. Sinto muita saudade dos meus cachorros e gatinhos durante a semana, não tenho tempo pra aproveitar com eles, pois os afazeres não chamam, eles ordenam.
  3. Assistir seriados. E, nossa, como eu sentia falta disso! Você vê um e quando percebe, o dia já acabou. É ótimo.
  4. Mudar o tema do meu tumblr e atualizar com postagens. Porque já estava na hora, né? Eu sei que ninguém mais usa, mas morro de medo de perder os clippings do kindle (é um arquivozinho que guarda todos os destaques, maravilhoso!) e lá eu posso salvar tudo, ainda indicando bons livros - ou não
  5. Ler meus livrinhos. Com ressalvas nesse ponto. Estou lendo, de acordo com meu skoob, seis livros. Mas está bem difícil me concentrar em qualquer um deles. Embora eu tenha sido liberada do trabalho e esteja mais tranquila, entre um parágrafo e outro, a Cardi B começa a gritar nos meus ouvidos... Porém sigo tentando.
Enfim, espero que o tempo passe tranquilo e que logo todos possamos voltar à nossa vida normal, porque pra mim já deu de sair da zona de conforto (aposto que pra você também).

14.3.20

O buraco negro que virou a minha estante

Eu tenho um problema e esse problema é que eu compro livros, coloco-os na minha estante e eles nunca mais saem de lá (lidos, pelo menos).

É sério.

De dois em dois anos acontece a bienal do livro aqui do Ceará (parece idiota dizer que é de 2 em 2, mas a do Rio acontece anualmente, né? Aqui não temos tanta sorte). E em ano de Bienal, eu cruzo a cidade com uma longa lista em mãos, afinal, comprar livros que quero muito e superbaratos, vale o sacrifício.

E nessa de quero muito, a minha estante está lotada, já comecei a misturar livro lido com livro não lido, e odeio isso. Por esse e por outros motivos, este ano (2020), estou proibida (por mim mesma) de comprar livros.

É doloroso, mas um mal necessário. haha Sem brincadeira, comprei 10 livros na Bienal, alguns deles eu pensei que não poderia mais viver sem (posso citar O amor chegou e Um rosto bonito, que estavam nos meus desejados há anos), entretanto, um ano depois, estão intactos, continuam não lidos.

Acho que devia seguir os conselhos das autoraa de Farmácia Literária (você que pode, compre e leia esse livro, ele é incrível) e manter os aqueles que foram recentemente adquiridos em uma prateleira acessível e só fazer novas compras quando eles forem "eliminados". Vou colocar uma trecho aqui para você entender o que estou falando:

"Se você não se entusiasmar com a ideia de um e-reader, crie uma prateleira em casa designada “Leituras atuais”. Deve ficar perto da cama ou de onde você mais gostar de ler, e conter a meia dúzia de livros que serão sua próxima leitura. Cuide de manter ativa a rotatividade nessa prateleira. Porque a regra número um é que você só pode comprar um livro novo quando um dos títulos na prateleira “Leituras atuais”tiver sido lido e devolvido à estante. A regra número dois é que você tem de ler os livros dessa prateleira mais ou menos na ordem em que chegarem ali. E a regra número três é que, se algum dos livros for pulado mais de uma vez, ou ficar na prateleira por mais de quatro meses, deve ir para um amigo ou para doação".

Sei que sou incorrigível quando o assunto é livro (em outros assuntos também, porém essa é outra história rs), mas não posso continuar alimentando esse vício, até porque não tenho espaço mesmo haha - e não custa tentar, verdade?